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Conheça os vencedores do Prêmio Rio Sociocultural 2011

20 de maio de 2011

O Prêmio Rio Sociocultural, que este ano realizou a sua segunda edição, alcançou um total de 438 inscrições nesses dois anos, com a participação de 80 municípios fluminenses.

“Esta é uma disputa alegre, onde todos já são vencedores”, disse o presidente do Instituto Cultural Cidade Viva, Fernando Portella. “Gostaria de agradecer não só aos parceiros e aos gestores dos projetos, mas também a todas as crianças e jovens que participaram. Vocês são símbolo de força e de resistência. Não vou esquecer da energia que estou recebendo aqui”, disse Portella.

O juri foi composto por Wânia Bonelli, vice-presidente do Rio Solidário, Elisabeth Capobianco, Relações Públicas da Companhia Distribuidora de Gás, Fernanda Mayrink, representante da Light, Fiorela Soares, musicista, e Heliana Marinho, gerente da área de desenvolvimento da economia criativa do Sebrae.

Outros 60 formadores de opinião como atores, jornalistas e representantes de várias áreas da cultura deram seus pareceres por escrito sobre cada projeto, e esses documentos serão enviados aos gestores das dez ações finalistas. “Eu estou encantada com esses projetos. Mas vou propor que a partir do ano que vem entrem também ações ligadas a gastronomia. A comida também faz parte do nosso patrimônio imaterial e pode ajudar a gerar renda”, disse a chef Flávia Quaresma.

A atriz Paloma Bernardi, que há três anos mantém um projeto cultural junto com a família, na zona norte de São Paulo, fez questão de conhecer o Prêmio pessoalmente. “Eu adoraria poder participar desse Prêmio ano que vem, mas como meu projeto não fica no Rio, infelizmente não será possível”, disse.

Patrocinado pela Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Estado do Rio de Janeiro, e apoio do Sebrae, o Prêmio Rio Sociocultural é realizado pelo RIOSOLIDARIO em parceria com o Instituto Cultural Cidade Viva e tem como característica a escolha de ações socioculturais que contribuam para o crescimento social, para o resgate da autoestima das comunidades, e o fortalecimento da identidade fluminense. As ações devem ser soluções simples, inovadoras e que dispensem grandes investimentos. Devem ter também potencial multiplicador para outras cidades, e ainda incluir segmentos culturais marginalizados, valorizar grupos culturais locais e gerar trabalho e renda, promovendo o desenvolvimento sustentável.

Leia detalhes sobre os 5 projetos vencedores:

Projeto Circo Baixada, Queimados
Surgiu a partir de uma pesquisa realizada em 2002 dando conta de que 49% das crianças em “situação de rua” no Rio de Janeiro eram provenientes da baixada fluminense e que Queimados apresentava o pior IDH da região. O trabalho, realizado de segunda a sexta-feira, é baseado na arte-educação. Cerca de 80 crianças e jovens de 7 a 18 anos aprendem técnicas de circo, dança, teatro realizando apresentações anuais em praças e teatros da região. “O projeto tem um caráter educativo e não profissionalizante”, diz a coordenadora Simone Pires. “O objetivo não é transformar os meninos em artistas, mas sim mostrar que eles têm outras formas de se expressar através da arte e da cultura”.

Criando Cultura, Produzindo Sonhos, Volta Redonda
O projeto estimula o auto-conhecimento dos alunos aliando dança, música, audiovisual e teatro através de um catálogo com mais de 500 dinâmicas criadas a partir da metodologia de Paulo Freire. Os sete núcleos de atuação, batizados de “Fábricas dos Sonhos”, estão localizados em bairros periféricos de Barra Mansa, Volta Redonda e Resende, e atingem um total de 27 comunidades. Cada um desses núcleos atende anualmente cerca de 30 meninas e meninos entre 12 e 18 anos. “O projeto dura 12 meses e, no final, o aluno já está sonhando. Ele não necessariamente vai sair como músico, ator ou bailarino, mas certamente como cidadão”, diz o idealizador Marco Aurélio Soares.

Gotta – Os Intérpretes da Alegria, Campos dos Goytacazes
Uma mistura de literatura e teatro, o projeto ensina técnicas de contação de histórias para crianças de baixa renda. Realizado desde 2009 em uma escola municipal da cidade, é formado por um grupo de 8 alunos que contam histórias em praças públicas. Além de estudarem as histórias que serão apresentadas, os alunos estudam também a biografia dos respectivos autores, preparam figurino e cenário para cada apresentação. “O projeto encanta porque são crianças de baixa renda que se tornam referência na escola e viram exemplos para a família”, diz a coordenadora Ana Raquel.

Macacu Cine, Cachoeiras de Macacu
O MacacuCine é um festival que une educação e cultura com o objetivo de revolucionar a maneira como o cinema é utilizado nas escolas. Promove exibições de filmes nacionais em diversas escolas da cidade, fazendo com que os estudantes reflitam sobre os filmes e descubram uma nova forma de aprender, mais instrutiva e proveitosa. Os filmes exibidos são divididos em diversos temas como digital, infantil, ambiental, universitário, entre outros. Também são realizados seminários, mesas de debate, além de oficinas de animação.

Sociedade Musical Camerata Rioflorense, Rio das Flores
O projeto, criado em 2006 com o objetivo de promover a inclusão social através da música clássica conta hoje com aproximadamente 400 alunos, em dez turmas que incluem aulas de canto orfeônico, violão popular, um coral de senhoras, e ainda uma fanfarra – banda de tambores cujos ensaios acontecem nos Cieps. Como forma de oferecer também qualificação para emprego e renda, a Camerata Rio Florense oferece ainda o curso de luteria, para aqueles interessados em construir, restaurar, reformar, e afinar instrumentos musicais de corda, sopro ou percussão. Os alunos têm acesso ao projeto por meio de concertos-palestra que os professores fazem anualmente nas escolas da região.

Pontos de Cultura de Destaque:

Projeto Circo Baixada, Queimados*
Ler acima

Agência de Mídia Livre, Rio de Janeiro
É uma plataforma colaborativa de produção e difusão de conteúdo cultural que utiliza ferramentas e suportes de baixo custo como site, rádio e TV digitais para a construção de uma comunicação livre e participativa. O objetivo é democratizar a comunicação e o acesso às ferramentas de produção de informação, fomentar agências de comunicação em territórios com baixo índice de desenvolvimento e fortalecer lideranças juvenis e culturais.

Solar Meninos de Luz, Rio de Janeiro
Esta organização civil e filantrópica atua desde 1991 nas comunidades do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, promovendo educação formal e complementar, cultura, esportes e cuidados básicos de saúde. A sustentabilidade é formada por doações de pessoas físicas, apoio e parcerias com empresas públicas e privadas, organizações sociais, campanhas pontuais, e pela comercialização de produtos doados em bazares beneficentes.

Núcleo de Educação e Cultura Fundição de Paz e Progresso, Rio de Janeiro.
É um projeto sócio-cultural da Fundição Progresso que oferece uma imersão artística dentro do centro cultural para estudantes de escolas da Rede pública de Ensino, com oficinas de música, teatro, graffiti, circo, filosofia e cenografia para alunos de 1º e 2º ano do ensino médio. A iniciativa envolve a comunidade de artistas e educadores que atuam na Fundição Progresso e estabelece uma ponte entre os jovens, a escola e o centro cultural. O objetivo é apresentar produtos culturais, identificar aptidões, desenvolver talentos, promovendo a inserção desta produção no cenário cultural da cidade e, quando possível, encaminhá-los à profissionalização e ao mercado de trabalho.

Pim – Programa de Integração pela Música, Vassouras
O incentivo à promoção da integração e do encantamento social, a mobilização de ações comunitárias, culturais, educacionais e sócio políticas e o incentivo às relações étnico-raciais positivas são marcas desse programa, que há 8 anos proporciona elementos para o desenvolvimento sócio-econômico do Vale do Paraíba Fluminense. Criado pelo maestro Cláudio Moreira, em 2000, o Pim conta com apenas 39 crianças e um professor voluntário, e foi idealizado para oferecer à população local vivências cooperativas em torno do acesso à cultura, educação e cidadania através do estudo musical.

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