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Entrega do Prêmio Rio Sociocultural 2011 emociona Teatro João Caetano!

30 de maio de 2012

A emoção tomou conta do Teatro João Caetano na tarde dessa quarta-feira, dia 30 de maio. O teatro, palco da final do Prêmio Rio Sociocultural 2011, foi tomado por uma verdadeira festa com a presença das torcidas organizadas dos dez projetos finalistas. Entre um intervalo e outro, teve até show surpresa do projeto Educando e Musicalizando São Sepé, um dos finalistas, que tocou ao vivo Lady Gaga ao som de instrumentos de sopro e violinos.

Após a exibição dos vídeos sobre cada um dos projetos, a bailarina Ana Botafogo e o apresentador da Tv Record Fábio Ramalho, mestres de cerimônia, anunciaram os cinco vencedores: Grupo Teatro Novo, de Niterói, Cordel com a Corda Toda, de Nova Iguaçu, Livro no Ponto, de Petrópolis, Projeto 5 Visões, do Rio de Janeiro, e Dançarte, de São Fidélis. Os vencedores foram escolhidos por uma comissão de jurados formada pela vice-presidente do Rio Solidário, Vânia Bonelli, pela gerente de serviços de atendimento ao cliente da Cia. Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro- Ceg, Elisabeth Capobianco, pela jornalista Hildegard Angel, pelo empreendedor cultural Plínio Fróes, e pelo assessor de responsabilidade sócio- ambiental da Eletrobras Eletronuclear, Paulo Gonçalves.

“A sensação é de reconhecimento absoluto. Essa é a melhor maneira de ser reconhecido por um trabalho, que é muito árduo. O prêmio dá ainda mais fôlego para a continuação do projeto”, disse Renato Ceschini, coordenador do projeto Livro no Ponto.

Para Marcos Covask, do Cordel com a Corda Toda, o prêmio ajudará a dar visibilidade para conseguir patrocínio. “Estamos sem patrocínio há quatro meses, e acredito que o prêmio vai nos ajudar a ganhar a visibilidade necessária para conseguir essa ajuda financeira ”, disse.

Beto Moreira, do Projeto 5 Visões, ficou bastante emocionado. “Para mim, onde o Brasil dá certo é aqui. Quanto mais a gente trabalha, mais iniciativas como essa aparecem no país inteiro.”

Tatyana Paiva, parceira de Beto no projeto, expressou a sensação que certamente tomou conta de todos os participantes. “A gente chega aqui como dez concorrentes e depois vemos que somos dez companheiros, todos com ideais muito próximos”, comentou.

Os cinco Pontos de Cultura vencedores foram Formação em Gestão Cultural Compartilhada, de Petrópolis, Plantando Ideias, Colhendo Soluções, de São José de Ubá, Mandala dos Saberes – Uma Tecnologia Social e Na Boa Companhia, do Rio de Janeiro, e Orquestra de Cordas da Grota, Multiplicando Talentos, de Niterói. Cada um deles recebeu Notebooks e certificados especiais Sebrae.

Esta foi a terceira edição do Prêmio Rio Sociocultural, que este ano atingiu a marca de 758 inscrições e participação de todos os 92 municípios fluminenses. O prêmio é realizado pelo RIOSOLIDARIO, em parceria com o Instituto Cultural Cidade Viva (ICCV), com patrocínio da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro,

Ceg, e da Secretaria de Estado de Cultura, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, apoio do Sebrae. Este ano, pela primeira vez o prêmio teve ainda a Record como TV oficial.

“É sempre uma grande emoção estar aqui. Esse prêmio foi criado com muito carinho”, disse a presidente do Rio Solidário, Daniela Pedras.

Thomaz Naves , diretor comercial da TV Record, falou sobre o primeiro ano de participação da emissora. “Estamos muitos felizes em fazer parte desta terceira edição. A nossa grande contribuição como TV aberta é levar o trabalho desses ganhadores para a grande massa de todo o Brasil”.

O diretor do ICCV, Fernando Portella, destacou a força da cultura para a transformação do País. “A cada ano a gente descobre algo novo. Este ano, eu prestei atenção no olhar dos dirigentes, dos alunos, dos pais, da comunidade. É aquele olhar que brilha e que fala muito mais que as palavras. Estamos aqui para conhecer essa força de vocês, de transformar sonho em realidade. De ver como podemos mudar esse Estado e esse País para o bem. Vocês são uma lição permanente de vida”, concluiu.

 

VENCEDORES

Cordel com a Corda Toda – Nova Iguaçu

Idealizado com o objetivo de levar cordelistas para dentro das escolas, com o foco no resgate da cultura popular, o projeto é realizado há um ano e meio em três escolas municipais de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No bairro da Prata, ele é realizado em uma igreja e em uma associação, abrangendo também alunos de escolas estaduais e particulares. Atualmente, atende a 500 crianças. “A meta é chegar a 600 alunos e atender outros municípios como Caxias, Queimados e São João de Meriti. A região conta com uma grande população de imigrantes nordestinos, que se identificam com a cultura do cordel”, diz a idealizadora do projeto, Priscila Seixas.

 Projeto Dançarte – São Fidélis

O projeto acontece uma escola estadual e atende a 95 alunos entre 5 e 17 anos. Três vezes por semana, eles têm aulas de dança moderna, street dance, dança popular, dança folclórica, coreografias afro e dança clássica. “Se o aluno falta à aula, vou até a casa dele saber se está doente, porque a mãe não levou”, diz a idealizadora do projeto, a animadora cultural Adriana Oliveira. Ela criou o Dançarte com o objetivo de tirar as crianças e adolescentes da ociosidade e hoje o projeto é multiplicado por ex-alunos em escolas de outras cidades. Todo final de ano, tradicionalmente, há uma apresentação na quadra esportiva da cidade e a população contribui com doações. O sucesso de público é garantido.

 Grupo Teatro Novo – Niterói e Rio de Janeiro

Essas oficinas de teatro voltadas para pessoas com deficiência intelectual (autistas e portadores de síndrome de down) acontecem em Niterói, no Clube Charitas, e no Rio de Janeiro, no Teatro Cacilda Becker, há cerca de 15 anos. O grupo conta com 60 alunos de 15 a 48 anos, que ensaiam duas vezes por semana. Os mais antigos, ou aqueles que se destacam, entram para a Companhia, que conta hoje com 15 atores. Eles fazem apresentações ao longo de todo o ano e já se apresentaram em várias cidades do Brasil, além de Estados Unidos, Colômbia e Peru.  “O teatro dá muita independência a eles, que passam a se sentir cidadãos de verdade”, diz a coordenadora, Cristina Guimarães.

Livro no Ponto – Petrópolis e Rio de Janeiro

Um livrão de madeira com dois metros de altura se abre no meio da rua e exibe prateleiras com aproximadamente mil livros novos, entre eles gibis, clássicos da literatura e lançamentos editoriais. Em uma bancada montada ao lado, o funcionário realiza o cadastro do leitor no computador e pronto, surge um novo conceito de biblioteca pública. A ideia foi implantada em 2009, na cidade de Petrópolis, onde já existem três módulos, situados em comunidades carentes. O número de livros emprestado chega a mil por mês. Além de incentivar a leitura entre a população, o projeto gera empregos para moradores, contratados para cuidar do espaço e fazer o cadastramento dos leitores.

Projeto 5 Visões – Formação Técnica em Audiovisual  – Rio de Janeiro

Desde 2007, jovens de 18 a 25 anos têm a oportunidade de participar de cursos ligados ao setor audiovisual, na escola sediada na Fundição Progresso. Após 9 meses de aulas diárias, são formados maquinistas, técnicos eletricistas, cenotécnicos, marceneiros, camareiros, maquiadores e projetistas. Os alunos ganham bolsa, passagem, material didático e têm aulas com os melhores profissionais da área, além de receber acompanhamento pedagógico.

 

PONTOS DE CULTURA

Formação em Gestão Cultural Compartilhada – Petrópolis

Realizada desde janeiro de 2010, em Petrópolis, esta ação tem como objetivo capacitar produtores e gestores  culturais para que esses atuem no processo de consolidação da cultura da região e em toda a sua cadeia produtiva. A ação se dá na forma de cursos gratuitos, realizados em aulas presenciais (teóricas e práticas), aulas em ambiente virtual e atividades extraclasse.  O público-alvo é formado por estudantes da rede pública de ensino médio do Estado, jovens em situação de vulnerabilidade social, em conflito com a lei  ou portadores de deficiência, interessados em elaborar e formatar projetos artístico- culturais, com base na Lei Rouanet de Incentivo à Cultura.

Mandala dos Saberes – Uma Tecnologia Social – Rio de Janeiro

Trata-se de uma tecnologia social voltada para crianças, jovens e adultos, capaz de ser aplicada em qualquer espaço educacional: Ongs, Pontos de Cultura e escolas. O objetivo é contribuir para a ampliação do diálogo entre escolas e comunidades aproximando currículos acadêmicos das experiências culturais locais. Desde 2007, esta tecnologia é disseminada em nível nacional, para 10.042 escolas e cerca de 100 Pontos de Cultura. Os espaços-laboratório ficam na Casa da Arte de Educar, que atende aos moradores das favelas da Mangueira e Macacos, em Vila Isabel, na cidade do Rio de Janeiro. Lá, os alunos participam de oficinas de artes plásticas, percussão, capoeira, fotografia e vídeo, além de programas de visitação a museus e centros culturais, entre outros.

Na Boa Companhia – Rio de Janeiro

Realizada desde 2006, atualmente a ação acontece em duas escolas estaduais da cidade do Rio de Janeiro. O projeto oferece oficinas de audiovisual, com aulas de fotografia, documentário, forma e conteúdo, ficção e animação. Também inclui cursos de teatro, com duas aulas semanais. Ao fim de cada ano letivo, é encenado um espetáculo por turma. Depois os espetáculos são apresentados em outras escolas, projetos, instituições públicas, etc. O foco é o público jovem, na faixa entre 14 e 25 anos, estudantes de escolas públicas do ensino médio, em geral oriundos de famílias de baixa renda. A ação atinge anualmente cerca 1000 pessoas, entre alunos regulares dos cursos, e o público dos espetáculos: familiares, amigos etc.

Orquestra de Cordas da Grota, Multiplicando Talentos – Niterói

Desde 2006 este projeto desenvolve um programa de formação técnica em música que transforma os alunos da rede pública de ensino em professores de música e em músicos. Eles atuam na própria comunidade, em eventos em locais públicos, e na Orquestra de Cordas da Grota. Atualmente com 300 alunos atendidos em 10 núcleos (em Niterói, Itaboraí e Maricá), o projeto replica, em outras comunidades em situação de risco, a experiência da Orquestra. Em 2004, a iniciativa foi destaque no Prêmio Cultural Nota 10.

Plantando Ideias, Colhendo Soluções – São José de Ubá

O projeto oferece cursos profissionalizantes de artesanato, corte e costura, e oficinas de teclado, violão, voz, flauta, cultura digital e arte cênica (teatro/fantoche) para mais de 10 comunidades da zona rural e urbana do município de São José de Ubá.  Implementado em 2010 com o objetivo de contribuir para a elevação do IDH da região, reduzir o índice de analfabetismo cultural entre os jovens, melhorar a qualidade de vida e diminuir o êxodo rural, o projeto conta com 158 inscritos, entre donas de casa, aposentados, lavradores e produtores rurais, e alunos das escolas públicas. Além disso, mais de 50 pessoas da comunidade acessam livremente a internet no Centro de Inclusão Digital.

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