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Museu do meio Ambiente sediou bate-papo sobre o Guia de História Natural do Rio de Janeiro

23 de novembro de 2012

No dia 4 de dezembro, terça-feira, às 10h, o Museu do Meio Ambiente promoveu um debate a respeito do “Guia de História Natural do Rio de Janeiro”, lançado pela Editora Cidade Viva. Na ocasião, os organizadores Maria Teresa F. Serra e Mozart Vitor Serra e os autores Claudio Moreira Bohrer e Carlos Rabaça falaram sobre o processo de elaboração desta importante e complexa obra que aborda a história natural do Rio de Janeiro.

Carlos Roberto Rabaça é doutor em astrofísica pela Universidade do Alabama e professor do Observatório do Valongo, unidade de ensino de Astronomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Coordena projetos educativos e culturais. Foi consultor do Museu Light da Energia. Ele fala dos aspectos celestes que influenciam a paisagem.

Professor da Universidade Federal Fluminense, Claudio Bohrer é Engenheiro Florestal e Doutor em Geografia. Com experiência na área de Ecologia e manejo de recursos naturais, fala de aspectos relativos ao solo e vegetação.

Já os organizadores do Guia, Maria Teresa e Mozart Serra são arquitetos com mestrado em Planejamento Urbano e Regional e em Economia pela University of California (Berkeley). Ambos trabalharam no Banco Mundial, com especialidade em questões urbanas.

Para quem não pôde comparecer ao evento, vale acessar o link: http://www.livestream.com/museumeioambiente/video?clipId=pla_6d355f45-bbe1-4a11-8dad-9d5562b89a6d&utm_source=lslibrary&utm_medium=ui-thumb

 

Mais um prêmio para o Parque arqueológico e Ambiental de São João Marcos!

24 de setembro de 2012

O Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, projeto realizado com apoio da Secretaria de Estado de Cultura (Lei do ICMS e Inepac), pelo Instituto Light e pelo Instituto Cidade Viva, recebeu mais um reconhecimento público: o prêmio regional da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) 2012. A Light foi premiada pela comunicação empresarial, na categoria “responsabilidade histórica e memória empresarial”, na região do Espírito Santo e Rio de Janeiro.

No dia 5 de outubro haverá uma audiência pública em São Paulo, em que os responsáveis pelos trabalhos vencedores regionais serão convocados a apresentar oralmente seus trabalhos, diante comissão julgadora da Aberje, para concorrer ao prêmio nacional. Os vencedores do Prêmio Brasil serão conhecidos somente na cerimônia a ser realizada no dia 31 de outubro.

Vale lembrar que em 2011, o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos recebeu o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Ministério da Cultura (MinC/Iphan), na categoria “Proteção do patrimônio natural e arqueológico”. O projeto concorreu ao mais importante prêmio na área de patrimônio cultural do Brasil, disputando com outros 230 projetos realizados em território nacional, separados em sete categorias. Inaugurado em 2011, o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos  já recebeu mais de 14.000 visitantes.
Saiba mais:

Agentes culturais da Costa Verde participam de curso para formatação de projetos

4 de setembro de 2012

Instituto Cidade Viva capacita agentes culturais da Costa Verde

Cerca de 30 proponentes de Angra dos Reis, Paraty e Rio Claro participaram da capacitação ministrada por Francis Miszputen, diretora de projetos do Instituto Cultural Cidade Viva (ICCV) e Zeca Barros, gestor do Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, também administrado pelo ICCV. O curso para auxiliar agentes culturais da Costa Verde a elaborar e inscrever projetos no processo seletivo de patrocínio cultural das empresas Eletrobras foi oferecido pela própria Eletrobras / Eletronuclear, no sábado (1/9), em Angra dos Reis. O edital 2013 foi publicado hoje (4/1), no Diário Oficial da União.

Através desse edital, os projetos concorrerão a recursos da ordem de R$ 13 milhões – total do investimento do Programa Cultural das Empresas Eletrobras – em ações de fomento ao audiovisual, teatro e patrimônio imaterial. Desde a primeira edição do programa, em 2009, cerca de 180 projetos de todo o país já foram contemplados.

Isabel Coutinho, da Coordenação de Responsabilidade Socioambiental e Comunicação (CR.P), afirma que o curso também ajudará esses agentes a submeter projetos ao Ministério da Cultura (MinC) para captar recursos por meio de incentivos fiscais, como os concedidos pela Lei Rouanet. “Além disso, caso as propostas não estejam no escopo do Programa Cultural das Empresas Eletrobras, os proponentes poderão apresentá-las diretamente à Eletronuclear”, explica.

O curso foi ministrado pelo Instituto Cultural Cidade Viva, especializado em gestão cultural. Durante o dia, foi mostrado o passo a passo da elaboração de um projeto, desde a criação, passando pelo planejamento e chegando à execução. Além disso, foi destacada a importância de o proponente levar em conta questões de acessibilidade e apresentar contrapartidas socioambientais.

 Oportunidade única

Para Francis Miszputen, diretora de projetos do Instituto Cultural Cidade Viva, é necessário que o projeto faça diferença no posicionamento social da empresa. “Não basta que seja bonito. É preciso propor formas de se fazer uma diferença na vida das pessoas. É isso que as grandes empresas procuram”, ressalta.

Francis acrescenta que os agentes culturais da Costa Verde tiveram uma oportunidade única. “Aqui, na região, nunca nenhuma empresa tinha realizado um curso de formatação de projetos voltado ao seu público de patrocínio. Essa iniciativa da Eletronuclear é inovadora”, conclui.

A professora Helena Alexandre, moradora de Rio Claro, se inscreveu no curso porque o número de alunos nas aulas de flauta e violão que ela ministra em sua casa para 28 crianças e adolescentes vem aumentando. “Cada dia há mais pessoas querendo fazer as aulas, e torna-se cada vez mais necessário ter um patrocinador. Por isso, eu quis fazer esse curso. Quero que o meu projeto consiga patrocínio”, comenta.

As inscrições devem ser realizadas no hotsite do Programa Cultural das Empresas Eletrobras 2013 até 3 de outubro de 2012 (o prazo se encerra às 8h, horário de Brasília). O período de seleção será do dia 3 de outubro até o dia 3 de dezembro de 2012. Os resultados serão divulgados no dia 4 de dezembro de 2012, com contratações a partir de 10 de janeiro de 2013.

Assista a matéria sobre o “Guia de história natural do Rio de Janeiro” exibida pela TV Brasil

29 de agosto de 2012

Imagem de Amostra do You Tube

Animando a Rua Larga promove visitas guiadas gratuitas atraindo novos públicos ao Centro do Rio

23 de agosto de 2012

O corre-corre de pedestres na Avenida Marechal Floriano vai dar lugar a um público mais contemplativo nas próximas semanas. O projeto Animando a Rua Larga, que desde 2010 vem organizando visitas guiadas pela região da zona portuária e adjacências, iniciou em 21 de agosto um novo roteiro: uma caminhada por toda a avenida, partindo do Centro Cultural Light, onde os grupos participarão de oficinas de história que servirão como uma introdução ao circuito, até o imponente edifício sede do Banco Central. Os passeios, abertos ao público e gratuitos, serão guiados por historiadores, que revelarão as curiosidades históricas e culturais da antiga Rua Larga.

Berço e palco de acontecimentos marcantes no processo de colonização e urbanização da capital carioca, a região da Rua Larga conta com um entorno de ruas estreitas e inúmeras fachadas antigas que remetem desde o comércio de negros escravos no Valongo, no século XVIII, até importantes momentos da história política e econômica do Rio, nos séculos XIX e XX. “Ao conhecermos estes locais, faremos uma viagem ao passado, para observar detalhes que no dia a dia nos passam despercebidos. Esta região é um importante retrato do Rio Antigo, que merece ser reconhecido e divulgado”, diz a guia e historiadora Priscila Melo.

Ao longo do trajeto, os visitantes passarão por pontos históricos como o Itamaraty, o Beco das Sardinhas e o tradicional Colégio Pedro II, além de conhecerem o peculiar comércio e os restaurantes da avenida.

Os passeios acontecerão nos dias 23, 25, 28, 30 de agosto e 01 de setembro, com saídas às 10h e às 14h. Cada grupo será formado por no máximo 20 pessoas. As vagas serão preenchidas mediante inscrição prévia pelo telefone do Instituto Cultural Cidade Viva: 2233 3690.

Animando a Rua Larga: o projeto, criado com o objetivo de dar continuidade ao processo de revitalização desta importante região do Rio, conta com patrocínio da Light, por meio de seu Instituto, e da Secretaria de Estado de Cultura, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro. É realizado pela Folha da Rua Larga e pelo Instituto Cultural Cidade Viva e conta com apoio do Polo da Região Portuária e do Porto Maravilha. Reúne empresários, comerciantes e moradores locais com vistas à implantação de programas e eventos que ajudarão na preservação e divulgação do patrimônio histórico e cultural da região.

Serviço / Oficinas Guiadas e Visitas Guiadas pela Rua Larga

Datas: 23, 25, 28, 30/08 e 01/09, com saídas às 10h e às 14h

Preço: Grátis, mediante inscrição para reserva de vagas

Inscrições: 21 2233 3690. Vagas limitadas. Sujeito à lotação

Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos comemora um ano de funcionamento

14 de junho de 2012

Com mais de 10 mil visitantes no período, o Parque se consagra como um importante equipamento cultural para o interior do Rio de Janeiro

Nesta quinta-feira, 14 de junho, o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos realizou uma festa de comemoração em homenagem ao seu primeiro ano de abertura ao público. Um dos pontos altos da festividade foi a entrega de um brinde especial à visitante de número 10.000. A jovem Samira Santos, de 10 anos, moradora do bairro de Lambari, em Rio Claro, recebeu uma bicicleta de presente para celebrar o marco.

Na ocasião também foram inaugurados três totens digitais interativos, com documentos e fotografias digitalizadas, que dispõe de um acervo adicional à exposição permanente no Centro de Memória do Parque. Além disso, foi apresentada a nova cartilha do Programa Educativo da instituição.

Compareceram à solenidade a superintendente da Lei do Incentivo à Cultura, Tiatiana Richard, da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, Raul Machado, prefeito de Rio Claro, Ziza Valadares, diretor de comunicação da Light, Fernando Portella, diretor do Instituto Cultural Cidade Viva, Mozart Vitor Serra, idealizador do Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, Maurício Prochnick, responsável pelo projeto arquitetônico do Centro de Memória do Parque, Jandira Neto, diretora do IAB, Mara Fernardes, secretária de educação de Rio Claro e Mário Vidigal, secretário de meio ambiente do mesmo município, além de 100 crianças participantes de atividades do programa educativo regional.

As falas das autoridades e parceiros presentes lembraram a grande representatividade alcançada pelo Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, que mesmo antes de completar um ano de funcionamento recebeu o prêmio federal Rodrigo Melo Franco de Andrade, do IPHAN. Destacou-se no cerimonial a importância de incentivos que garantam a sua continuidade das atividades do Parque, com margem para a renovação constante da agenda, visando sempre a conquista de um maior número de visitantes, trazendo crescimento à região.

Ziza Valadares e Tatiana Richards se emocionaram ao ver, pela primeira vez, o documentário A história de São João Marcos, em exibição permanente no Parque. No filme curta-metragem é contada a história da cidade que desapareceu e voltou a figurar no mapa como parque arqueológico e ambiental.

“O Parque está se consolidando como um destino de pessoas que procuram associar lazer e cultura”, disse Zeca Barros, coordenador do Parque pelo Instituto Cultural Cidade Viva.  Ele adianta que será montada uma exposição no local, intitulada “São João Marcos – Um novo olhar”, com imagens produzidas por crianças moradoras na região. A inauguração da mostra está prevista para o dia 30 de junho.

 

Darçarte é um dos vencedores do Prêmio Rio Sociocultural 2011!

30 de maio de 2012
Imagem de Amostra do You Tube

Projeto Dançarte – São Fidélis

O projeto acontece uma escola estadual e atende a 95 alunos entre 5 e 17 anos. Três vezes por semana, eles têm aulas de dança moderna, street dance, dança popular, dança folclórica, coreografias afro e dança clássica. “Se o aluno falta à aula, vou até a casa dele saber se está doente, porque a mãe não levou”, diz a idealizadora do projeto, a animadora cultural Adriana Oliveira. Ela criou o Dançarte com o objetivo de tirar as crianças e adolescentes da ociosidade e hoje o projeto é multiplicado por ex-alunos em escolas de outras cidades. Todo final de ano, tradicionalmente, há uma apresentação na quadra esportiva da cidade e a população contribui com doações. O sucesso de público é garantido.

Teatro Novo é um dos vencedores do Prêmio Rio Sociocultural 2011!

30 de maio de 2012

Livro no Ponto é um dos vencedores do Prêmio Rio Sociocultural 2011!

30 de maio de 2012

Entrega do Prêmio Rio Sociocultural 2011 emociona Teatro João Caetano!

30 de maio de 2012

A emoção tomou conta do Teatro João Caetano na tarde dessa quarta-feira, dia 30 de maio. O teatro, palco da final do Prêmio Rio Sociocultural 2011, foi tomado por uma verdadeira festa com a presença das torcidas organizadas dos dez projetos finalistas. Entre um intervalo e outro, teve até show surpresa do projeto Educando e Musicalizando São Sepé, um dos finalistas, que tocou ao vivo Lady Gaga ao som de instrumentos de sopro e violinos.

Após a exibição dos vídeos sobre cada um dos projetos, a bailarina Ana Botafogo e o apresentador da Tv Record Fábio Ramalho, mestres de cerimônia, anunciaram os cinco vencedores: Grupo Teatro Novo, de Niterói, Cordel com a Corda Toda, de Nova Iguaçu, Livro no Ponto, de Petrópolis, Projeto 5 Visões, do Rio de Janeiro, e Dançarte, de São Fidélis. Os vencedores foram escolhidos por uma comissão de jurados formada pela vice-presidente do Rio Solidário, Vânia Bonelli, pela gerente de serviços de atendimento ao cliente da Cia. Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro- Ceg, Elisabeth Capobianco, pela jornalista Hildegard Angel, pelo empreendedor cultural Plínio Fróes, e pelo assessor de responsabilidade sócio- ambiental da Eletrobras Eletronuclear, Paulo Gonçalves.

“A sensação é de reconhecimento absoluto. Essa é a melhor maneira de ser reconhecido por um trabalho, que é muito árduo. O prêmio dá ainda mais fôlego para a continuação do projeto”, disse Renato Ceschini, coordenador do projeto Livro no Ponto.

Para Marcos Covask, do Cordel com a Corda Toda, o prêmio ajudará a dar visibilidade para conseguir patrocínio. “Estamos sem patrocínio há quatro meses, e acredito que o prêmio vai nos ajudar a ganhar a visibilidade necessária para conseguir essa ajuda financeira ”, disse.

Beto Moreira, do Projeto 5 Visões, ficou bastante emocionado. “Para mim, onde o Brasil dá certo é aqui. Quanto mais a gente trabalha, mais iniciativas como essa aparecem no país inteiro.”

Tatyana Paiva, parceira de Beto no projeto, expressou a sensação que certamente tomou conta de todos os participantes. “A gente chega aqui como dez concorrentes e depois vemos que somos dez companheiros, todos com ideais muito próximos”, comentou.

Os cinco Pontos de Cultura vencedores foram Formação em Gestão Cultural Compartilhada, de Petrópolis, Plantando Ideias, Colhendo Soluções, de São José de Ubá, Mandala dos Saberes – Uma Tecnologia Social e Na Boa Companhia, do Rio de Janeiro, e Orquestra de Cordas da Grota, Multiplicando Talentos, de Niterói. Cada um deles recebeu Notebooks e certificados especiais Sebrae.

Esta foi a terceira edição do Prêmio Rio Sociocultural, que este ano atingiu a marca de 758 inscrições e participação de todos os 92 municípios fluminenses. O prêmio é realizado pelo RIOSOLIDARIO, em parceria com o Instituto Cultural Cidade Viva (ICCV), com patrocínio da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro,

Ceg, e da Secretaria de Estado de Cultura, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, apoio do Sebrae. Este ano, pela primeira vez o prêmio teve ainda a Record como TV oficial.

“É sempre uma grande emoção estar aqui. Esse prêmio foi criado com muito carinho”, disse a presidente do Rio Solidário, Daniela Pedras.

Thomaz Naves , diretor comercial da TV Record, falou sobre o primeiro ano de participação da emissora. “Estamos muitos felizes em fazer parte desta terceira edição. A nossa grande contribuição como TV aberta é levar o trabalho desses ganhadores para a grande massa de todo o Brasil”.

O diretor do ICCV, Fernando Portella, destacou a força da cultura para a transformação do País. “A cada ano a gente descobre algo novo. Este ano, eu prestei atenção no olhar dos dirigentes, dos alunos, dos pais, da comunidade. É aquele olhar que brilha e que fala muito mais que as palavras. Estamos aqui para conhecer essa força de vocês, de transformar sonho em realidade. De ver como podemos mudar esse Estado e esse País para o bem. Vocês são uma lição permanente de vida”, concluiu.

 

VENCEDORES

Cordel com a Corda Toda – Nova Iguaçu

Idealizado com o objetivo de levar cordelistas para dentro das escolas, com o foco no resgate da cultura popular, o projeto é realizado há um ano e meio em três escolas municipais de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No bairro da Prata, ele é realizado em uma igreja e em uma associação, abrangendo também alunos de escolas estaduais e particulares. Atualmente, atende a 500 crianças. “A meta é chegar a 600 alunos e atender outros municípios como Caxias, Queimados e São João de Meriti. A região conta com uma grande população de imigrantes nordestinos, que se identificam com a cultura do cordel”, diz a idealizadora do projeto, Priscila Seixas.

 Projeto Dançarte – São Fidélis

O projeto acontece uma escola estadual e atende a 95 alunos entre 5 e 17 anos. Três vezes por semana, eles têm aulas de dança moderna, street dance, dança popular, dança folclórica, coreografias afro e dança clássica. “Se o aluno falta à aula, vou até a casa dele saber se está doente, porque a mãe não levou”, diz a idealizadora do projeto, a animadora cultural Adriana Oliveira. Ela criou o Dançarte com o objetivo de tirar as crianças e adolescentes da ociosidade e hoje o projeto é multiplicado por ex-alunos em escolas de outras cidades. Todo final de ano, tradicionalmente, há uma apresentação na quadra esportiva da cidade e a população contribui com doações. O sucesso de público é garantido.

 Grupo Teatro Novo – Niterói e Rio de Janeiro

Essas oficinas de teatro voltadas para pessoas com deficiência intelectual (autistas e portadores de síndrome de down) acontecem em Niterói, no Clube Charitas, e no Rio de Janeiro, no Teatro Cacilda Becker, há cerca de 15 anos. O grupo conta com 60 alunos de 15 a 48 anos, que ensaiam duas vezes por semana. Os mais antigos, ou aqueles que se destacam, entram para a Companhia, que conta hoje com 15 atores. Eles fazem apresentações ao longo de todo o ano e já se apresentaram em várias cidades do Brasil, além de Estados Unidos, Colômbia e Peru.  “O teatro dá muita independência a eles, que passam a se sentir cidadãos de verdade”, diz a coordenadora, Cristina Guimarães.

Livro no Ponto – Petrópolis e Rio de Janeiro

Um livrão de madeira com dois metros de altura se abre no meio da rua e exibe prateleiras com aproximadamente mil livros novos, entre eles gibis, clássicos da literatura e lançamentos editoriais. Em uma bancada montada ao lado, o funcionário realiza o cadastro do leitor no computador e pronto, surge um novo conceito de biblioteca pública. A ideia foi implantada em 2009, na cidade de Petrópolis, onde já existem três módulos, situados em comunidades carentes. O número de livros emprestado chega a mil por mês. Além de incentivar a leitura entre a população, o projeto gera empregos para moradores, contratados para cuidar do espaço e fazer o cadastramento dos leitores.

Projeto 5 Visões – Formação Técnica em Audiovisual  – Rio de Janeiro

Desde 2007, jovens de 18 a 25 anos têm a oportunidade de participar de cursos ligados ao setor audiovisual, na escola sediada na Fundição Progresso. Após 9 meses de aulas diárias, são formados maquinistas, técnicos eletricistas, cenotécnicos, marceneiros, camareiros, maquiadores e projetistas. Os alunos ganham bolsa, passagem, material didático e têm aulas com os melhores profissionais da área, além de receber acompanhamento pedagógico.

 

PONTOS DE CULTURA

Formação em Gestão Cultural Compartilhada – Petrópolis

Realizada desde janeiro de 2010, em Petrópolis, esta ação tem como objetivo capacitar produtores e gestores  culturais para que esses atuem no processo de consolidação da cultura da região e em toda a sua cadeia produtiva. A ação se dá na forma de cursos gratuitos, realizados em aulas presenciais (teóricas e práticas), aulas em ambiente virtual e atividades extraclasse.  O público-alvo é formado por estudantes da rede pública de ensino médio do Estado, jovens em situação de vulnerabilidade social, em conflito com a lei  ou portadores de deficiência, interessados em elaborar e formatar projetos artístico- culturais, com base na Lei Rouanet de Incentivo à Cultura.

Mandala dos Saberes – Uma Tecnologia Social – Rio de Janeiro

Trata-se de uma tecnologia social voltada para crianças, jovens e adultos, capaz de ser aplicada em qualquer espaço educacional: Ongs, Pontos de Cultura e escolas. O objetivo é contribuir para a ampliação do diálogo entre escolas e comunidades aproximando currículos acadêmicos das experiências culturais locais. Desde 2007, esta tecnologia é disseminada em nível nacional, para 10.042 escolas e cerca de 100 Pontos de Cultura. Os espaços-laboratório ficam na Casa da Arte de Educar, que atende aos moradores das favelas da Mangueira e Macacos, em Vila Isabel, na cidade do Rio de Janeiro. Lá, os alunos participam de oficinas de artes plásticas, percussão, capoeira, fotografia e vídeo, além de programas de visitação a museus e centros culturais, entre outros.

Na Boa Companhia – Rio de Janeiro

Realizada desde 2006, atualmente a ação acontece em duas escolas estaduais da cidade do Rio de Janeiro. O projeto oferece oficinas de audiovisual, com aulas de fotografia, documentário, forma e conteúdo, ficção e animação. Também inclui cursos de teatro, com duas aulas semanais. Ao fim de cada ano letivo, é encenado um espetáculo por turma. Depois os espetáculos são apresentados em outras escolas, projetos, instituições públicas, etc. O foco é o público jovem, na faixa entre 14 e 25 anos, estudantes de escolas públicas do ensino médio, em geral oriundos de famílias de baixa renda. A ação atinge anualmente cerca 1000 pessoas, entre alunos regulares dos cursos, e o público dos espetáculos: familiares, amigos etc.

Orquestra de Cordas da Grota, Multiplicando Talentos – Niterói

Desde 2006 este projeto desenvolve um programa de formação técnica em música que transforma os alunos da rede pública de ensino em professores de música e em músicos. Eles atuam na própria comunidade, em eventos em locais públicos, e na Orquestra de Cordas da Grota. Atualmente com 300 alunos atendidos em 10 núcleos (em Niterói, Itaboraí e Maricá), o projeto replica, em outras comunidades em situação de risco, a experiência da Orquestra. Em 2004, a iniciativa foi destaque no Prêmio Cultural Nota 10.

Plantando Ideias, Colhendo Soluções – São José de Ubá

O projeto oferece cursos profissionalizantes de artesanato, corte e costura, e oficinas de teclado, violão, voz, flauta, cultura digital e arte cênica (teatro/fantoche) para mais de 10 comunidades da zona rural e urbana do município de São José de Ubá.  Implementado em 2010 com o objetivo de contribuir para a elevação do IDH da região, reduzir o índice de analfabetismo cultural entre os jovens, melhorar a qualidade de vida e diminuir o êxodo rural, o projeto conta com 158 inscritos, entre donas de casa, aposentados, lavradores e produtores rurais, e alunos das escolas públicas. Além disso, mais de 50 pessoas da comunidade acessam livremente a internet no Centro de Inclusão Digital.

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